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O que fazer?

Sexta | 29.05.2015 | 09h20
Autor: Por Dr. Cleio Diniz


Foto: Laércio de Morais I Bahia Urgente

Esta é a pergunta feito por muitos brasileiros nos últimos tempos, mas por brasileiros dignos, honestos e trabalhadores. Mais que um artigo, um desabafo. Falando com propriedade sobre o assunto, já que faço parte deste mar de cidadãos que fazem, ou já fizeram esta pergunta, uma pergunta quase que sem resposta. O nosso sistema, as atitudes dos governantes e daqueles que poderiam fazer a diferença apenas nos mostram que a vantagem esta ao lado da criminalidade.


Para melhor entender, e escancarar a situação usarei um caso real e próprio, assim não exponho quem prefere ficar na sombra e permite que esta lastima que paira sobre a sociedade honesta continue. Apesar de ter tomado todas as atitudes que a “Lei” e a justiça julgam corretas, em casos anteriores, nenhum resultado foi obtido, mesmo lançando mão de atos como advogado. Apesar de promover investigação particular e contar com o apoio de Policiais Militares para promover a prisão de meliantes, os quais foram encontrados com o fruto do furto e portando drogas, tudo acabou em pizza, mesmo com medidas que buscaram interferência em esferas superiores e sendo um dos bandidos “de maior” como vulgarmente se diz. Por esta e por outras, certos da impunidade, novamente fui vítima.


O que mais espanta é que, em todas as tentativas de furto na propriedade, conseguimos identificar os autores e reverter a perda, e mesmo assim, amparado na certeza da impunidade, com prepotência e arrogância fazem incursão em plena luz do dia para cometerem seus crimes.


As justificativas são as mais diversas, e em muitos casos procedem, mas porque se apegar em justificar e não em tomar atitudes, simples que seja para mudar este quadro melancólico da segurança que vivemos. Tal posicionamento nos permite acreditar, e retomar a tese de que, o governo, para suprir seus caos e incompetência para promover melhores condições econômicas e sociais, expõe a população honesta e trabalhadora para que esta pague a conta e sustente a parcela da sociedade que debanda para o outro lado da lei. Não podemos esquecer que bandido também vota, a exemplo do “menor” que foi detido e solto nesta última tentativa.


Um outro ponto que espanta, são as leis que impedem a defesa do patrimônio, ao colocar a vítima em estado de desigualdade e inferioridade nesta batalha, ou seja, a ele nada aconteceu, mas caso eu venha a agredi-lo ou utilize uma arma (ele pode) irá aparecer vários para promover um processo, o qual, em muitos casos terei que gastar quantia, as vezes, maior que o patrimônio furtado, para me defender, e com possibilidade de ser condenado e preso.


Se formos falar de todos os pontos que contempla a matéria acabaremos escrevendo um livro, todavia todos os cidadãos honestos e trabalhadores que já sentiram na carne esta inversão de valores promovida pelo sistema, sabe em detalhes e embasam a pergunta: “O que fazer?” 

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